O que você vai aprender O aluno conhecerá os principais desafios do projeto de equipagem, desde a fase da concepção, passando por toda a implantação até a inauguração do empreendimento hospitalar; Terá uma visão geral da metodologia utilizada para cada etapa do projeto de equipagem, conhecendo ferramentas de gestão de projetos, gestão de aquisições e gestão de processos que são empregadas na prática; Conhecerá sobre a área de engenharia clínica e sobre as exigências e boas práticas para implantação do Programa de Gestão de Equipamentos em Saúde, conhecendo os processos, documentos e controles envolvidos. Como irá se beneficiar Para cada tópico serão apresentados cases reais e, além disso, serão ensinadas quais as ferramentas de gestão e controle utilizadas para cada situação. A proposta não é apenas alertar para existência dos desafios, mas também ensinar como superá-los. Ter este conhecimento será um diferencial muito grande para qualquer profissional envolvido com o projetos e obras de empreendimentos hospitalares. Público alvo O curso é voltado para os profissionais que estejam relacionados à gestão de equipamentos em saúde, como engenheiros, arquitetos, administradores e enfermeiros em posição de supervisão / coordenação. Duração 20 horas
PLANEJAMENTO • O projeto de equipagem – O que é? Na prática, como está sendo feito na maioria dos hospitais? Quais consequências de não fazer? (o paradoxo tecnológico e o colapso econômico do setor de saúde). • Concepção do projeto – Qual o momento certo de começar o planejamento do projeto de equipagem? Quais os principais marcos para sincronizar o projeto de equipagem? • PIES - Projeto de Investimento dos Equipamentos por Setor – Como quantificar os equipamentos por setor? Como definir a premissa orçamentária para cada item, alinhando as expectativas médicas com o poder aquisitivo da instituição? • PCE – Planejamento das Concorrências dos Equipamentos – Como alinhar o cronograma das aquisições ao cronograma da obra? Como definir os pacotes de negociação? Quais as estratégias de compra mais adequadas de acordo com o tipo de equipamento? Cronograma de desembolso, financiamento, FINAME, e outras dúvidas comuns dos gestores financeiros. COMPATIBILIZAÇÃO • Projetos das instalações e a sua compatibilização • Quais as principais dúvidas dos projetistas e, consequentemente, quais os erros mais comuns nos projetos das instalações? • Dicas: Tabela de Pontos de Instalações, Tabelas de Cargas Elétricas, Tabela de Cargas Estruturais; • Centro cirúrgico: principais elementos/equipamentos, layout de salas, erros mais comuns em projetos, sala cirúrgica inteligente, sala híbrida; • Unidade de Tratamento Intensivo: erros mais comuns em projetos, sugestões; • Central de material esterilizado: principais equipamentos, algumas dicas de especificação, erros mais comuns em projetos e sugestões; • Setor de Imagem – principais equipamentos, erros mais comuns nos projetos, dicas de implantação. AQUISIÇÕES • Comitê de Incorporação - Antes de começar a comprar, definir: Quem deve participar? Qual o fluxo de aprovação mais adequado? Qual o papel de cada um dos “três pilares” do comitê de incorporação: (a) corpo clínico; (b) setor financeiro; (c) engenharia • O “Iceberg” das aquisições e o Custo Total de Propriedade – Quais fatores estão envolvidos e são levados em conta na análise de uma aquisição? Apresentação do conceito de TCO (total cost of ownership) e como a difusão desta metodologia está mudando o foco das aquisições do CAPEX para o OPEX. Como devemos nos preparar para esta mudança na forma de negociar? • 03 Diferentes metodologias de especificação, cotação e comparação o Método DBO/DCA: pontos fortes; pontos fracos; o Método do RDI/RDP: pontos fortes; pontos fracos; o Método dos scores: pontos fortes; pontos fracos; • Processo de negociação: Fase de equalização; Fase de pré-negociação; Fase de negociação e fechamento. Considerações sobre o papel da engenharia em cada fase. • Documentação do processo: A importância da transparência na comunicação e da documentação processual para as boas práticas de governança coorporativa. Conhecer modelo de “Ficha de Solicitação de Investimento”. Conhecer modelo de “Relatório Técnico”. COMISSIONAMENTO • Etapa de pré-instalação – Dúvidas e problemas que acontecem na fase de pré-instalação e como evitá-los. Conhecer modelo de Ficha de Pré-instalação. • Etapa de recebimento, instalação e cadastramento – Dúvidas e problemas que acontecem na fase de recebimento, instalação e cadastramento e como evitá-los. Conhecer modelo de Ficha de Controle de Instalação e modelo de Ficha de Cadastro de Equipamento. • Etapa de treinamentos – Dúvidas e problemas que envolvem o planejamento e a realização dos treinamentos operacionais e como evitá-los. O que o comitê de educação continuado do hospital precisa que seja documentado nos treinamentos? A ENGENHARIA CLÍNICA • A Engenharia Clínica: o História o Evolução o Mercado brasileiro o Tendências o Desafios futuros • O PGEQS – Programa de Gestão de Equipamentos em Saúde o Quais são os principais conjuntos de exigências cobradas pelas agências certificadoras e pela ANVISA? o Por onde começar na implantação do programa? o Quais as etapas de implantação? PROCESSOS DA ENGENHARIA CLÍNICA – PARTE 01 o Funcionamento do Serviço de Engenharia Clínica: Apresentar modelos de plano de atendimento e dimensionamento; o Documentação Técnica e Arquivamento: Apresentar os documentos-padrão mais utilizados nos trabalhos do Serviço de Engenharia Clínica e sua organização; o Recebimento, Cadastramento e Inventário: Apresentar forma de estabelecer medidas para garantir que os equipamentos entregues estejam em conformidade com os requisitos técnicos e administrativos estabelecidos. O cadastramento dos equipamentos do parque hospitalar tem por objetivo prover um inventário que possibilite o histórico das ocorrências, essencial para o gerenciamento da manutenção e monitoramento de vida útil. o Priorização da Manutenção: Apresentar metodologia de classificação da criticidade dos equipamentos médicos, visando otimizar os atendimentos aos chamados técnicos e as manutenções preventivas. o Contingência de Equipamentos: Ensinar conceitos e apresentar modelo de plano de contingência para os equipamentos críticos. PROCESSOS DA ENGENHARIA CLÍNICA – PARTE 02 o Atividade de Manutenção Corretiva: Estabelecer o fluxo de atendimento para as atividades de manutenção corretiva, incluindo a emissão, preenchimento e gestão das Ordens de Serviço Corretivas. o Atividade de Manutenção Preventiva: Estabelecer padrões para as atividades de manutenção preventiva de equipamentos médicos, bem como para o seu gerenciamento e controle. o Atividade de Calibração: Estabelecer padrões para as atividades de calibração e ajuste de equipamentos médicos e determinar as condições para o seu gerenciamento e controle. o Atividade de Rotina de Inspeção: Estabelecer diretrizes e orientações para as rotinas de inspeção dos equipamentos biomédicos. o Manutenção Terceirizada: Apresentar forma de fiscalizar e acompanhar os serviços de manutenção de equipamentos médicos realizados por empresas terceirizadas dentro ou fora das instalações do hospital. PROCESSOS DA ENGENHARIA CLÍNICA – PARTE 03 o Uso de Equipamentos de Terceiros: Estabelecer quais são as obrigações no controle do uso de equipamentos de terceiros do hospital (aluguel, comodato, empréstimo). o Cadastramento e Avaliação de Fornecedores: Estabelecer método de avaliação e qualificação de fornecedores além de estabelecer indicadores para gestão e controle dos serviços prestados. o Indicadores e sua Análise Crítica: Estabelecer indicadores e definir como será a sua análise crítica para a melhoria contínua e para monitorar o desenvolvimento e desempenho das atividades da Engenharia Clínica. o Incorporação Tecnológica: Estabelecer a participação da Engenharia Clínica nos processos de aquisição de equipamentos. o Capacitação e Treinamentos - Determinar a participação da engenharia clínica nas ações de educação continuada do Hospital e ações de treinamento especifico visando preparar os usuários dos equipamentos biomédicos para o uso seguro e preciso. o Fiscalização de Setores Terceirizados - Determinar como a engenharia clínica deverá atuar na fiscalização de setores terceirizados, se houverem. o Avaliação e Desativação de Equipamentos - Estabelecer os parâmetros de avaliação de equipamentos biomédicos e diretrizes para desativação em caso de obsolescência. o Demonstração de Equipamentos - Determinar a participação da engenharia clínica nas atividades de Demonstração de Equipamentos.
  • Equipagem Hospitalar: Planejamento, Implantação e Gestão Tecnológica
Horários Início: 8h00 Coffee break: 10h30 às 10h45 Almoço: 12h30 às 14h00 Coffee break: 16h30 às 16h45 Encerramento: 18h00 O que está incluso Apostila Digital em PDF (disponibilizada por e-mail aos participantes em até 24 horas da data de início do curso) Material de Apoio; Serviço de Coffee-breaks; Certificado de Participação digital (atentar a correta grafia do seu nome na lista presença que circulará no primeiro dia de curso) Observações Recomendamos levar Notebook ou Tablet/IPAD, com adaptador para a nova tomada “PADRÃO BRASILEIRO”; Na hipótese de quórum insuficiente, impossibilidade de comparecimento do professor, imprevistos ou motivos de força maior, a AEA Educação Continuada se reserva ao direito de cancelar ou reagendar o curso programado visando preservar o melhor interesse de todos; Especialmente, em caso de viagens, antes de se deslocar, solicitamos entrar em contato, a fim de confirmar as informações sobre data e local do curso, evitando transtornos; Em caso de cancelamento, a AEA Educação Continuada avisará a todos os inscritos (através de e-mail), e devolverá integralmente os valores pagos pela inscrição; O inscrito poderá solicitar o cancelamento da sua inscrição, via e-mail, até 10 (dez) dias antes do início do curso. Neste caso, os valores pagos serão devolvidos. Em todos os casos, recomendamos a leitura atenta, e integral, do Contrato de Adesão aceito no ato da efetivação da inscrição online.